A remada serrote é um daqueles exercícios que parecem simples, mas entregam muito quando são bem executados. Ela fortalece costas, melhora postura, ajuda a dar mais “estrutura” ao tronco e ainda corrige diferenças entre os lados do corpo, algo comum até em quem treina há bastante tempo.
Por ser unilateral, a remada serrote também exige estabilidade do core e controle do quadril, o que se traduz em mais segurança em vários outros movimentos. Se você busca um treino para homens com foco em costas largas, fortes e bem desenhadas, esse exercício pode virar uma peça central do seu plano.
Aprenda aqui como fazer a remada serrote do jeito certo, entender por que ela funciona tão bem e conhecer 5 variações práticas para evoluir sem estagnar.
O que é a remada serrote e por que ela é tão popular
A remada serrote é uma remada unilateral, geralmente feita com halter, apoiando uma mão e um joelho (ou apenas a mão) em um banco. O nome “serrote” vem do movimento de puxar e retornar, como se você estivesse serrando algo só que com controle e propósito.
Ela é popular por três motivos simples:
- é fácil de aprender em comparação com outras remadas mais técnicas;
- permite ajustar cargas sem exigir muito equipamento;
- dá uma sensação clara de trabalho nas costas quando a execução está correta.
Além disso, ela permite treinar cada lado separadamente. Isso é ótimo para evitar que o lado mais forte roube o trabalho do lado mais fraco.
Benefícios reais para as costas (e para o corpo todo)
A remada serrote não trabalha apenas “as costas” como um bloco. Ela pode enfatizar latíssimos (largura), romboides e parte média das costas (espessura), além de recrutar trapézio e deltoide posterior. E tem um bônus: ela ensina a controlar a escápula (a “asa” do ombro), o que melhora postura e reduz tensão desnecessária no pescoço.
Principais ganhos:
- Mais espessura no meio das costas, ajudando a “preencher” a camiseta
- Mais força de puxada, útil para barras, puxadas e outras remadas
- Estabilidade do core, já que o tronco precisa resistir a rotações
- Correção de assimetrias, porque cada lado trabalha de forma independente
- Melhor consciência corporal, o que deixa sua técnica mais limpa em vários exercícios
Em um treino para homens voltado para costas e ombros mais fortes, a remada serrote geralmente traz resultado visível e funcional.
Como fazer remada serrote do jeito certo (passo a passo)
A técnica é o que separa uma remada “que pega nas costas” de uma remada que vira bíceps e lombar.
1) Posicionamento
- Apoie uma mão no banco e, se quiser mais estabilidade, apoie também o joelho do mesmo lado.
- A perna do lado que rema fica no chão, firme, com o pé bem plantado.
- Coluna longa e neutra, sem “arredondar” as costas.
- Olhar direcionado para o chão, evitando forçar o pescoço.
2) Onde começa o movimento
Antes de puxar, deixe o braço “cair” com controle e permita que a escápula avance um pouco. Isso dá amplitude real. Em seguida, puxe iniciando com a escápula: primeiro ela se aproxima da coluna e desce levemente, depois o cotovelo acompanha.
3) Trajetória do halter
Pense em puxar o halter em direção ao quadril, não ao peito. Isso aumenta a participação do latíssimo. O cotovelo passa perto do corpo, sem abrir demais.
4) Topo do movimento
Chegou em cima? Pause por 1 segundo e “aperte” as costas. Sem girar o tronco para roubar repetição.
5) Descida
Desça devagar. A fase de retorno é onde muita gente perde resultado. Um ritmo bom é 2 a 3 segundos descendo.
Respiração
Solte o ar enquanto puxa, inspire enquanto desce. Simples, mas ajuda a manter o tronco firme.
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Músculos
- Primário
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Costas
- Secundário
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Bíceps
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Ombros
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Instruções
- Apoie um joelho e a mão do mesmo lado com o cotovelo estendido no banco
- Coloque o outro pé apoiado no chão estendido para o lado
- Segure o halter com o braço estendido para baixo e na linha dos ombros
- Realize o movimento puxando o halter para cima até que ele se aproxime da lateral do seu tronco
- Faça o retorno do movimento de forma controlada
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Dicas importantes
- Evite balançar seu corpo para baixo e para cima
- Mantenha seu quadril estabilizado
- Evite impulsos e movimentos bruscos
Remada Serrote
Erros comuns que sabotam a remada serrote
Mesmo com um exercício simples, alguns vícios aparecem bastante:
- Girar o tronco para levantar mais peso: isso diminui o trabalho das costas e aumenta carga na lombar.
- Encolher os ombros: vira tensão no trapézio superior, desconforto no pescoço e menos foco nas costas.
- Puxar para o peito: aumenta bíceps e deltoide posterior, reduzindo o latíssimo.
- Descer rápido demais: você perde amplitude e estímulo de qualidade.
- Cargas exageradas: a forma desmancha e o exercício deixa de cumprir o objetivo.
Para um treino para homens com foco em resultado, vale mais uma execução sólida com carga moderada do que um peso alto com técnica quebrada.
5 variações eficientes para evoluir e fugir da estagnação
A grande vantagem da remada serrote é que ela tem variações que mudam o estímulo sem complicar.
1) Remada serrote com pausa no topo
Como fazer: execute normalmente, mas segure 2 segundos no topo de cada repetição.
Por que funciona: aumenta tempo sob tensão e melhora a conexão com as costas.
Quando usar: em fases de hipertrofia e para corrigir técnica.
2) Remada serrote com apoio só da mão (sem joelho no banco)
Como fazer: uma mão no banco, os dois pés no chão, tronco inclinado.
Por que funciona: exige mais estabilidade de core e quadril.
Quando usar: quando você quer um trabalho mais “atlético” e controle extra.
3) Remada serrote em banco inclinado (peito apoiado)
Como fazer: deite o peito em um banco inclinado e reme com um braço por vez.
Por que funciona: reduz a chance de roubar com a lombar e foca no meio das costas.
Quando usar: em dias de fadiga ou para garantir técnica impecável.
4) Remada serrote com elástico (para treinar em casa)
Como fazer: prenda o elástico em um ponto baixo, incline o tronco e puxe em direção ao quadril.
Por que funciona: mantém tensão constante e é ótimo para volume.
Quando usar: como complemento ou alternativa quando não há halter.
5) Remada serrote estilo “meio ajoelhado” (half-kneeling)
Como fazer: um joelho no chão, outro pé à frente; apoie a mão em um banco baixo ou na própria perna e reme com o outro braço.
Por que funciona: reforça estabilidade e reduz compensações do quadril.
Quando usar: para corrigir assimetrias e melhorar controle do tronco.

Essas variações deixam seu treino para homens mais interessante, porque você continua progredindo sem depender apenas de mais peso.
Como incluir a remada serrote no treino (volume e progressão)
Uma forma simples de programar:
- Para hipertrofia: 3 a 4 séries de 8 a 12 repetições por lado
- Para força e controle: 4 séries de 6 a 8 repetições por lado
- Para “pump” e acabamento: 2 a 3 séries de 12 a 15 repetições com pausa curta
Progressão prática:
- Escolha uma faixa (ex.: 8–12).
- Quando conseguir 12 reps em todas as séries com técnica perfeita, aumente um pouco a carga e volte para 8–9.
Se você treina costas duas vezes na semana, dá para usar a remada serrote em um dia e outra remada (cabo, máquina ou barra) no outro, mantendo variedade e equilíbrio.
Dicas para sentir mais as costas e menos o bíceps
Se você sente o bíceps dominando:
- reduza a carga
- use pegada firme, mas sem esmagar o halter
- pense em “cotovelo puxando”, não na mão
- pause no topo e desça devagar
- mantenha o ombro longe da orelha
Esses detalhes mudam muito o estímulo.
Uma remada simples que entrega costas fortes
A remada serrote é uma escolha certeira para construir costas mais largas, mais densas e com melhor postura. Ela é ajustável, eficiente e permite evoluir por muito tempo com variações que mantêm o treino vivo. Se você quer um treino para homens com foco em resultado nas costas, comece acertando técnica, controle a descida e progrida de forma consistente. Costas fortes não vêm de sorte: vêm de repetição bem feita.